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Conheça 5 tipos de tratamento cirúrgico para varizes

Quando as varizes incomodam ou apresentam risco ao paciente, entra em cena o trabalho do cirurgião vascular

Por Gustavo Solano M.D*

Vasinhos aparentes, dores e sensação de cansaço nas pernas? Muitas pessoas se incomodam bastante com esses sintomas, que podem indicar a existência de varizes. Além da questão estética, as varizes causam desconfortos que podem evoluir de dores leves para problemas como a trombose venosa profunda, ou TVP. O que muitas vezes acontece é que os pacientes demoram para buscar tratamento e orientação para corrigir o problema. Atualmente, a cirurgia vascular oferece diversos modos de abordar a enfermidade. Na grande maioria das vezes, os métodos permitem que o paciente retome a rotina logo após a intervenção. Porém, cada caso exige uma avaliação detalhada do cirurgião vascular, especialista responsável por cuidar de enfermidades arteriais, venosas e linfáticas.

Apesar de serem amplamente conhecidas pelas mulheres, as varizes não são uma exclusividade do sexo feminino. Pois é, apesar de ser menos incidente nos homens, quando o problema surge e não é tratado, as complexidades decorrentes das varizes prejudicam muito a saúde vascular (e integral) do paciente. Portanto, o mais indicado é que tanto homens quanto mulheres mantenham a visita regular ao cirurgião vascular – afinal, esse médico atua preventivamente, com orientação e análise clínica antes de optar por um procedimento cirúrgico.  

Vamos saber mais sobre as varizes?

O que são?

As varizes são veias dilatadas e tortuosas que prejudicam a circulação e o retorno do sangue venoso para o coração. O problema tem influência de uma série de fatores, como obesidade, histórico familiar (hereditariedade), tabagismo, má alimentação e sedentarismo, por exemplo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), cerca de 40% da população apresenta algum grau de varizes, sendo que pessoas com mais de 70 anos respondem por mais de 70% dessa estimativa. E não é só isso. Ainda conforme a SBACV, 30% dos homens brasileiros têm varizes – ou seja, não é um problema que acontece somente nas mulheres.

Como evitar?

O incômodo estético ou sensorial dos vasinhos dilatados pode ser evitado com uma dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos. Além disso, o cirurgião vascular pode indicar meias elásticas para prevenir o problema. Contudo, quando essas práticas não surtem efeito, é hora de aderir a métodos corretivos que, por conta da evolução da medicina e da cirurgia vascular, causam quase ou nenhum desconforto ao paciente. 

Quais são os 5 tipos de tratamentos?

1. Escleroterapia

Também conhecida como injeção de espuma, a escleroterapia consiste na aplicação de um fármaco diretamente nas veias defeituosas. Esse método permite a formação de cicatrizes nas paredes dos vasos que, com o passar do tempo, impedem que o sangue circule na região buscando veias saudáveis para fazer o retorno para o coração. 

2. Microcirurgia de varizes

Assim como a escleroterapia, a microcirurgia de varizes pode ser feita de forma ambulatorial, ou seja, no consultório do cirurgião vascular. Nesse método corretivo, o especialista aplica anestesia local e remove as veias prejudicadas. O paciente é liberado no mesmo dia para retomar a rotina (salvo orientações específicas feitas pelo cirurgião). A recomendação pós-cirúrgica mais comum é que a pessoa evite a exposição ao sol por alguns dias, além do uso de meias elásticas. 

3. Cirurgia a laser

Esse tipo de intervenção também é indolor. O laser transdérmico consiste na aplicação de um feixe de luz (laser) na região das varizes. Isso faz com que o calor elimine aos poucos os vasinhos. É um método indicado principalmente para microvarizes e varizes de pequeno calibre. Já o endolaser promove uma ablação térmica dos vasos doentes por meio da introdução de uma fibra óptica, queimando-as de dentro pra fora. Nesses casos também é muito importante a avaliação do cirurgião vascular.

4. Radiofrequência

Aqui a metodologia se assemelha em partes com a cirurgia do endolaser. No caso, o especialista introduz um cateter nas veias danificadas. Em seguida, usa a radiofrequência para aquecer a veia até o ponto que a passagem do sangue é interrompida no local.

5. Remoção da veia safena

A remoção das veias safenas (ou safenectomia) é indicada quando essa veia está muito dilatada e tortuosa. Existem duas em cada perna: 

  • Safena magna ou interna: tem seu trajeto do tornozelo à virilha;
  • Safena parva ou externa: percorre a panturrilha e geralmente se estende do tornozelo até a face posterior do joelho. 

A dilatação anormal das safenas é prejudicial à saúde das pernas. Além das varizes, esse problema pode provocar úlceras e sustentar feridas nos membros inferiores, por exemplo. O endolaser é um dos tratamentos indicados para a remoção ou correção das veias safenas. Nesse procedimento, o cirurgião vascular remove a safena prejudicada incidindo um feixe de luz em seu interior. Uma vez removida, as varizes podem ser corrigidas obtendo-se um melhor resultado.

Prevenção

O mais importante é que o paciente procure o cirurgião vascular antes que as varizes se tornem um problema mais complexo, como o desenvolvimento de trombose e hemorragias, por exemplo. O especialista também pode contribuir indicando hábitos preventivos, que variam de acordo com cada pessoa. Por isso, a visita regular ao médico é recomendada para manter em dia a saúde vascular e integral do paciente.

*Gustavo Solano é cirurgião vascular, endovascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro.