segunda-feira, 25 de maio de 2020

Linfangites

Olá. Se você chegou à este texto na consulta de termos encontrados em seu resultado de exame, lembre-se que este deve ser avaliado por um médico. Aqui encontra-se apenas uma breve explicação sobre o tema, mas nada substitui a avaliação presencial com um profissional. Não tome conclusões ou se medique sem uma avaliação médica. Boa leitura.

 

A linfangite, também conhecida como erisipela é um processo infeccioso dos vasos linfáticos, causado pela bactéria Estreptococos. Dependendo da maior virulência do estreptococo ou da menor resistência do paciente, pode complicar com a formação de bolhas e ulcerações (rachaduras da pele) com perda da linfa (líquido que circula nos vasos linfáticos).

Habitualmente, a porta de entrada dessas bactérias é uma micose interdigital (frieira), mas também pode ser através de pequenos ferimentos na pele. A linfangite pode ainda ter origem viral, fúngica ou parasitária por leishmaniose, filariose, toxoplasmose e oncocercose.

Os sintomas mais comuns das linfangites são a presença de estrias avermelhadas e quentes, longitudinais na perna, podendo estender-se desde a lesão cutânea até a virilha, o que corresponde ao trajeto dos vasos linfáticos. Soma-se à isso calor, dor local, adenomegalia inguinal, febre e edema.

Devem ser tratadas de forma intensiva, pois, caso contrário, poderá se instalar o linfedema, que, muitas vezes, adquire proporções dramáticas, levando a danos irreversíveis. A profilaxia das erisipelas e linfangites consiste no combate às micoses interdigitais, cuidados especiais na higiene dos pés e tratamento de pequenos traumatismos ou arranhões e de pequenas infecções da pele. Uma vez instalada, o paciente deve procurar orientação imediata de um especialista, visto que uma só crise pode levar ao linfedema.

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