quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Doença Ateromatosa Difusa

Olá. Se você chegou à este texto na consulta de termos encontrados em seu resultado de exame, lembre-se que este deve ser avaliado por um médico. Aqui encontra-se apenas um breve relato de um caso sobre o tema, mas nada substitui a avaliação presencial com um profissional. Não tome conclusões ou se medique sem uma avaliação médica. Boa leitura.

 

 

 DOENÇA ATEROMATOSA DIFUSA: Estenose de tronco braquiocefálico - Estenose de artéria subclávia esquerda

Apresentado no XXII Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro

 ESTE É UM RELATO DA DOENÇA ATEROMATOSA EM UMA PACIENTE ESPECÍFICA. PARA SABER MAIS SOBRE O PROBLEMA, ACESSE O TÓPICO “Tire suas dúvidas” – “Ateromatose” OU CLIQUE AQUI.

 

Relato de caso de uma paciente de 65 anos, brasileira, moradora de Niterói, encaminhada pelo Serviço de Neurologia com queixa de tonteira e dor no braço. Sem comorbidades justificando os sintomas. Negava amaurose, diplopia, síncope, parestesias ou dor nos membros inferiores. Referia dor incapacitante em membros superiores, com maior intensidade à direita; dor esta que melhorava com o repouso.

A paciente se encontrava lúcida, orientada, corada, hidratada, eupneica, afebril, acianótica, anictérica. Ausculta pulmonar e cardíaca normais e abdome sem alterações. Apresentava palidez e frialdade em ambas as mãos e pressão arterial de difícil verificação em membros superiores.

Exame dos pulsos: 

Carotídeos           1+/4+  à direita, com frêmito

                                4+/4+  à esquerda

Axilares                1+/4+  com frêmito bilateral

Radiais                 1+/4+  bilateralmente

Femorais              3+/4+  bilateralmente

Poplíteos              3+/4+  bilateralmente

Tibiais Post.         2+/4+  bilateralmente

Pediosos              1+/4+  bilateralmente

Ao ecocolor Doppler apresentava doença ateromatosa difusa em carótidas, sem causar estenoses significativas. Artérias vertebrais sem lesões hemodinamicamente relevantes. Fluxo turbulento na origem das artérias vertebrais, sugerindo lesão em artérias subclávias.

Realizou então arteriografia, que demonstrou lesão estenosante acometendo 90% da luz do tronco bráquiocefálico, iniciando-se no óstio e estendendo-se até a bifurcação subclávio-carotídea e outra lesão estenosante de 90% de artéria subclávia esquerda, em sua primeira porção.

                                        

Foi realizada então uma ponte da aorta ascendente para a bifurcação carotídeo subclávia com prótese de Dácron (9mm) com clampeamento parcial da aorta ascendente e ponte carotídeo-subclávia esquerda com enxerto de PTFE anelado (6mm) – anastomoses término-laterais em artéria carótida e artéria subclávia esquerda. 

Resultados: paciente com melhora da vertigem, tonteira e claudicação dos membros superiores. Pulsos radiais e carotídeos amplos e simétricos.

           Controle arteriográfico pós-operatório.

Conclusão: relato de caso de cura de estenose de tronco braquiocefálico e de artéria subclávia esquerda com sucesso.


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